sábado, 5 de setembro de 2009

AS REPRESENTAÇÕES SIMBÓLICAS DO SONETO “INCENSO E MIRRA” DE ANTÔNIO JURACI SIQUEIRA



AS REPRESENTAÇÕES SIMBÓLICAS DO SONETO “INCENSO E MIRRA” DE ANTÔNIO JURACI SIQUEIRA



Marcel Franco da Silva



RESUMO: Neste artigo apresenta-se uma análise literária e hermenêutica das representações simbólicas do soneto “Incenso e Mirra”, do escritor paraense Antônio Juraci Siqueira, destacando-se, sobretudo, a relação da obra dele com a simbologia cristã. O pressuposto basilar dessa observação encontra-se no estudo comparativo do soneto em questão com o poema “Antífona” de Alphonsus de Guimaraens (observável no interior deste artigo). Além disso, verifica-se no conjunto textual uma abordagem histórica, cultural e social sobre a produção literária do soneto de Juraci, categorizada como literatura de cordel, visando registrar a presença do cordelismo na região Norte enquanto elemento importante para a construção das culturas, memórias e saberes na Amazônia.

PALVRAS-CHAVE: Incenso e mirra; Juraci; representações simbólicas; cordel; poesia amazônica.

RÉSUMÉ: Dans cet article, on présente une analyse littéraire et herméneutique des représentations symboliques du sonnet “Incenso e Mirra”, de l'auteur paraense Antônio Juraci Siqueira, en détachant, surtout, la relation de son oeuvre avec la symbologie chrétienne. La présupposition fondamentale de ce commentaire se trouve dans l'étude comparative du sonnet spécifique avec le poème “Antífona” d'Alphonsus de Guimaraens (observable à l'intérieur de cet article). En outre, on vérifie dans l'ensemble textuel un abordage historique, culturel et social à propos de la production littéraire du sonnet de Juraci, catégorisé comme littérature de cordel,
en visant enregistrer la présence du “cordelismo” dans la région Nord tant qu'un élément important pour la construction des cultures, mémoires et savoirs dans l'Amazonie.

MOTS-CLÉ: “Incenso e Mirra”; Juraci; représentations symboliques; cordel; poésie amazonienne.



1. INTRÓITO

Numa perspectiva histórica, a literatura de expressão amazônica é, sem dúvida alguma, uma literatura em potencial, que apresenta inúmeras obras de ícones referendados e analisados em vários trabalhos acadêmicos do país, como Inglês de Sousa, Bruno de Meneses, Dalcídio Jurandir, Paes Loureiro, Tiago de Mello, Benedicto Monteiro.


Assim, ressalta-se, pois, a poética de Antônio Juraci Siqueira, um poeta marajoara da nossa atualidade que “vem construindo tijolo por tijolo, no mundo moderno, o seu caminho na literatura [e] assinala como tantos outros, uma singularidade poética que não deixa a desejar.” (FRANCO apud PAIXÃO, 2008: p. 3).

Este trabalho, portanto, deseja, por meio da teoria literária, abordar as representações simbólicas do soneto “Incenso e Mirra”, de Juraci, e mostrar a poeticidade do homem amazônico moderno que é “coisa real reinando entre visagens, maresias que são entre não-seres.” (LOUREIRO, 1978: p. 28)

2. O “BOTO”

Antônio Juraci Siqueira (Ilha do Marajó, Afuá, PA, 28 de Outubro de 1948 -) é um dos mais importantes escritores da literatura de expressão amazônica da atualidade. Licenciado pleno em Filosofia pela Universidade Federal do Pará (1983), Juraci pertence a várias entidades lítero-culturais e atua como professor de filosofia, oficineiro de literatura, performista e contador de histórias.


Destaca-se, sobretudo, pelas suas composições trovadorescas e por suas publicações em cordel. Detém mais de 80 títulos individuais publicados entre folhetos, livros de poesias, contos, crônicas, literatura infantil, histórias humorísticas e versos picantes, além de poemas musicados por compositores locais.

Colabora com jornais, revistas e boletins culturais de Belém e de outras localidades. É carinhosamente alcunhado de “boto”, devido aos trajes que usa (chapéu, calça e camisa branca) e que são característicos desse personagem do lendário amazônico.

3. A OBRA

Juraci é um autor multifacetado, “uma ponte, (...), entre o sonho e a realidade” (SIQUEIRA apud PEREIRA, 2000: p. 3). Das suas várias nuanças temáticas, ressalta-se, pois o lirismo-religioso que é pertinente ao seu texto poético “Incenso e Mirra”:

Eis-me aqui, Senhora, bubuiando
— igarité de anseios e pecados —
nas águas desse rio de reza e riso
a correr para o mar do Teu amor.

Mas como ver-Te santa na berlinda
se vejo-Te, Senhora, naufragada
entre rostos sofridos, pés descalços,
mãos que sangram na Corda, entre marias

envoltas em mortalha carregando
promessas e sofrências sob os véus...
... e eu aqui, Senhora, enclausurado

em meu sudário feito de ilusões...
Pequeno mururé vagando a esmo
num rio secular de incenso e mirra. (SIQUEIRA, 2000: p. 10)


Trata-se, pois, de uma forma poética lírica criada por Dante Alighieri e estruturada por Francesco Petrarca (MOISÉS, 1987: p. 274), ou seja, de um soneto disposto em quatorze versos decassílabos e brancos (possuem métrica, mas não apresenta rimas).

4. A RELIGIOSIDADE

E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra. (MATEUS, 2: v. 10-11)

O soneto tem como pano de fundo a maior procissão católica do mundo, o Círio de Nazaré, que acontece todos os anos no segundo domingo de outubro, na cidade de Belém do Pará.


O eu lírico se dirige à Mãe de Jesus de Nazaré, Maria, que é representada e invocada pela palavra “Senhora”, no momento em que ele é levado pela multidão “de reza e riso”.

O fragmento “Pequeno mururé vagando a esmo / num rio secular de incenso e mirra” permite uma contextualização da visita dos três Reis Magos ao menino Jesus, representados por romeiros, promesseiros, caboclos, “marias”, que refazem o caminho (“rio secular de incenso e mirra”) que leva a Jesus Cristo.

5. O SIMBÓLICO

O símbolo, considerado categoria fundante da fala humana e originariamente preso a contextos religiosos, assume nessas correntes a função-chave de vincular as partes ao Todo universal que, por sua vez, confere a cada uma o seu verdadeiro sentido. (BOSI, 2006: p. 263)

Uma obra moderna é aquela que está integrada no seu tempo e é nesse sentido em que se enquadra “Incenso e Mirra”, de Antônio Juraci Siqueira. O soneto permite, por meio dos signos (“Senhora”, “santa”, “rezas”, “corda”, “promessas”), a visualidade de um contexto sócio-religioso do paraense, desenvolvido num determinado tempo (mês de outubro) e espaço (ruas do trajeto do Círio de Nazaré: da Cidade Velha à Nazaré).


O mistério evidenciado em termos religiosos (o “Sudário”, por exemplo), a metaforização do rio (“reza”, “riso”, “incenso”, “mirra”), os recursos gráficos (uso de maiúsculas = “Senhora”, “Teu”, “Corda”, “Te”), a relação do conteúdo com o espiritual, o místico, o sobrenatural, a tematização de algo geral, universal (VENANTTE & MELLO, 1987: p. 163), são peculiaridades do soneto que indicam um viés da estética simbolista.

“Incenso e Mirra” é uma obra que atesta o misticismo do poeta e sua devoção pela Virgem Maria, assim como o poeta simbolista brasileiro Alphonsus de Guimaraens (1870-1921):

ANTÍFONA

Volvo o rosto para o teu afago,
Vendo o consolo dos teus olhares...
Sê propícia para mim que trago
Os olhos mortos de chorar pesares.

A minha Alma, pobre ave que se assusta,
Veio Encontrar o derradeiro asilo
No teu olhar de Imperatriz augusta,
Cheio de mar e de céu tranqüilo.

Olhos piedosos, palmas de exílios,
Vasos de goivos, macerados vasos!
Venho pousar à sombra dos teus cílios,
Que se fecham sobre dois ocasos.

Volvo o peito para as tuas Dores
E o coração para as Sete Espadas...
Dá-me, Senhora, para os teus louvores,
A paz das Almas bem-aventuradas.

Dá-me, Senhora, a unção que nunca morre
Nos pobres lábios de quem espera:
Sê propícia para mim, socorre
Quem te adorara, se adorar pudera!

Mas eu, a poeira que o vento espalha,
O homem de carne vil, cheio de assombros,
O esqueleto que busca uma mortalha,
Pedir o manto que te envolve os ombros!

Adorar-te, Senhora, se eu pudesse
Subir tão alto na hora da agonia!
Sê propícia para a minha prece.
Mãe dos aflitos...

Ave, Maria. (GUIMARAENS, 1960)

O título do poema de Guimaraens, oriundo do grego antiphona, é uma resposta, “um versículo que se diz ou entoa no princípio de um salmo ou canto religioso e depois é repetido em coro” (BARSA, 1989: p. 148). Trata-se, pois, de um elemento de culto católico, assim como “incenso” e “mirra”. Assim, numa leitura comparativa do título das obras em questão, verifica-se a explícita similaridade entre os poemas “Antífona” e “Incenso e Mirra”: o uso do simbolismo cristão.


Entretanto, numa leitura global, observa-se que, os dois poemas têm a semelhança de uma prece, uma oração dirigida a “Senhora”: Maria de Nazaré, a mãe de Jesus. O eu-lírico de “Antífona” e o de “Incenso e Mirra” invocam e veneram a bem-aventurada Maria, em sinal de devoção.

Tanto “Incenso e Mirra” quanto “Antífona” versa sobre a dor e o sofrimento humano. O eu-lírico do poema de Alphonsus interpela explicitamente por Maria, pedindo assistência, consolo, proteção diante das adversidades da vida. Por outro lado, o texto de Juraci deixa nas entrelinhas dos versos de “Incenso e Mirra” essa súplica, essa rogação.

Os poemas abordados evidenciam a busca do homem pelo divino, pelo espiritual, por aquilo que possa desprender o ser humano das aflições reais que ele vivencia no cotidiano. O eu-lírico dos poemas apresentados mostram a possibilidade de transcendência divina do indivíduo por meio da fé (na Mãe de Jesus), pois, segundo Antónia Perdigão,

a fé é a expressão máxima da liberdade humana, o único caminho conducente à certeza existencial e ao ato interior pelo qual o sujeito encontra o Ser dos seres. É o “único método válido” que leva à Transcendência. (2001: p. 555).

Assim como no poema “Antífona”, do simbolista Alphonsus de Guimaraens, o soneto “Incenso e Mirra” de Antônio Juraci Siqueira, aponta para uma das tendências do Simbolismo “que buscava a transcendência do objeto” (BARBOSA, 1987: p. 15): o transcendentalismo.

6. O CORDEL

A literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome que vem lá de Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. (WIKIPÉDIA, 2009).

É importante salientar que o corpus fundamental desta análise, o soneto “Incenso e Mirra”, está ligado a uma produção de cordel. A forma de publicação da maioria dos livros de Juraci tem um valor histórico-cultural, uma vez que nos remonta a uma prática de impressão desenvolvida a partir do romanceiro luso-espanhol da Idade Média e do Renascimento.


Esse tipo de literatura que é apresenta neste estudo é, sem dúvida, fruto da tradição oral. Assim, a literatura de cordel é popular e tem suas origens na oralidade, pois, segundo Paul Zumthor, “Ninguém sonharia em negar a importância do papel que desempenharam na história da humanidade as tradições orais. As civilizações arcaicas e muitas culturas das margens ainda hoje se mantêm, graças a elas” (1997: p.10). Assim, não se pode negar a importância dessa arte na cultura brasileira.

Segundo Oliveira Galvão (2001: p. 29), “os primórdios da literatura de cordel encontrada no Brasil estariam, desse modo, relacionados à sua semelhante portuguesa, trazida para o Brasil pelos colonizadores já nos séculos XVI e XVII.” Mas o cordel torna-se largamente difundido a partir da segunda metade do século XIX, principalmente na região nordestina, e quando, na década de 70, por parte de estudiosos, passa a ser reconhecida e chamada de Literatura de Cordel. (ABREU, 1993: p. 4-5).

Entretanto, é preciso observar, que sob influência do cordelismo do Nordeste, emerge, ainda que timidamente, uma literatura de cordel na Amazônia, com peculiaridades próprias, muito além daquelas estabelecidas pelos escritores nordestinos: o cordel na Amazônia irrompe com formas, métricas, rimas e temas (geralmente ligados ao folclore e tradições dos povos amazônicos) diferentes dos cordéis da região da “seca”.

Numa análise comparativa, verifica-se como o cordel do nordeste se difere diversamente daquele que é produzido na região Norte, não somente pelos temas que abordam, mas também pela estrutura poética que apresentam:

PEGUE UM VERSO E VÁ EMBORA

[...]
Você com sua indireta
Quer dar prova positiva
Dizendo que o Patativa
Não é um grande poeta
Eu faço a rima completa
Improvisando na hora,
Meu verso nunca demora
Nesta lira sertaneja
Deixe de tanta peleja
Pegue um verso e vá embora. (ASSARÉ, 2003: p. 78).


Nota-se no poema de Patativa do Assaré uma peculiaridade recorrente no cordel nordestino: o uso de

“estrofe de dez versos, com dez ou sete sílabas, cujo esquema rimático é, mais comumente, ABBAACCDDC, empregado, sobretudo, na glosa dos motes, conquanto se use igualmente nas pelejas (...). Geralmente nas pelejas é dado um mote para que os violeiros se desdobrem sobre o mesmo” (WIKIPÉDIA, 2009).

Por outro lado, levando em consideração as obras de Juraci como referência da literatura de cordel da região Amazônica, observar-se-á outros gêneros líricos produzidos (sonetos, trovas) com metro, ritmo e rima bem diferentes daqueles que, geralmente, são cantados pelos violeiros nordestinos:

O rio calmo desponta...
Nossa vida é semelhante:
tem preamar e reponta,
possui enchente e vazante. (SIQUEIRA, 2000: p. 18)

Então, diante desse contexto de produção cordelista na região Norte, destaca-se a obra de Antônio Juraci Siqueira, deste escritor-produtor de livros, que com maestria, reinventa e revitaliza a literatura de cordel por meio de suas trovas, sonetos, versos e contos e torna possível a acessibilidade e comercialização do texto literário nas diferentes esferas sociais.

7. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

... os autores de cordel têm criado utopias de tempo e de lugar, políticas e religiosas, progressistas e conservadoras. Seria de surpreender, aliás, que elas não ocupassem lugar de destaque na expressão poética de um povo cuja imaginação se vem revelando, através dos séculos, marcadamente utópica. (PONTES, 1979: P. 43)

Juraci, por meio de sua poética, apresenta um contexto histórico, de uma tradição profano-religiosa que é o Círio de Nazaré. Com isso, o poeta reaviva a memória e a cultura paraense, conferindo à literatura um legado dos costumes do caboclo nortista.


“Incenso e Mirra” é, pois, uma representação da história do cristianismo, da literatura simbolista, do cordel e da mitologia do rio (elemento pertinente na produção literária da Amazônia).

Por fim, o “boto” produz não somente uma literatura acessível ao leitor, integrada ao contexto social da região Norte, mas também contribui para a pesquisa acadêmica das culturas e saberes da Amazônia.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABREU, Márcia. Cordel português/ folhetos nordestinos: confrontos. Um estudo histórico-comparativo. Campinas: Instituto de Estudos da Linguagem/UNICAMP, 1993. (Tese de Doutorado em Teoria Literária).

ASSARÉ, Patativa do. et al. Balceiro três. Crato: A Província, 2003.

BARBOSA, João Alexandre. Prefácio. In: MURICY, A. Panorama do Simbolismo Brasileiro. V. 1. São Paulo: Edusp, 1987.

BARSA. Dicionário brasileiro da língua portuguesa. v. 1. 11. ed. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil, 1989.

BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 43. ed. São Paulo: Cultrix, 2006.

CARVALHAL, Tânia Franco. Literatura comparada. Série princípios 58. 4. ed. rev. e amp. São Paulo: Ática, 2006.

GUIMARÃES, Alphonsus de. Obra completa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1960.

LOUREIRO, João de Jesus Paes. Porantim: poemas amazônicos. Série novos poetas do Brasil. Vol. 24. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

MEIRA, Cécil. Introdução ao estudo da literatura. 4. ed. rev. e aum. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1974.

MOISÉS, Massaud. A criação literária: poesia. 10. ed. rev. São Paulo: Cultrix, 1987.

GALVÃO, Ana Maria de Oliveira. Cordel: leitores e ouvintes. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

PAIXÃO, Socorro. Epígrafe. In: FRANCO, Marcel. Ebulição. Belém: M. J. Garrido, 2008.

ASSARÉ, Patativa do. Cante lá que eu canto cá. Petrópolis: Vozes, Crato, Fundação Padre Ibiapina, 1992.

PERDIGÃO, Antónia Cristina. A filosofia existencial de Karl Jaspers. Análise psicológica, Out 2001, v.19, n.4, p.539-557. Disponível em: http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aps/v19n4/v19n4a05.pdf. Acesso em: 25 Ago 2009.

PEREIRA, João Carlos. Epígrafe. In: SIQUEIRA, Antônio Juraci. Alma em pedaços. Belém: [S.N.], 2000. [Literatura de cordel].

PONTES, Mário. Doce como o diabo. Rio de Janeiro: Codecri, 1979.

SIQUEIRA, Antônio Juraci. Alma em pedaços. Belém: [S.N.], 2000. [Literatura de cordel].

VENANTTE, Lenita; MELLO, Rosane de. Língua e literatura. v. 2. São Paulo: Ática, 1987.

WIKIPÉDIA. Literatura de cordel. Disponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_de_cordel. Acesso em: 31 mai 2009.

ZUMTHOR, Paul. Introdução à poesia oral. Trad. de Jerusa Pires Ferreira et al. São Paulo: Hucitec, 1997.


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